Como fazer o “ajuste fiscal” nas suas contas?


Muito se tem falado nos últimos meses sobre a PEC do Teto e a redução de gastos do governo com a atual crise econômica. Da mesma forma que governos e empresas precisam adotar medidas para enfrentar o cenário atual, de queda na atividade econômica, as famílias também precisam adequar seus orçamentos frente aos reajustes salariais menores e a alta de preços.

Aproveitando o tema do momento na economia nacional e mundial, convoco as pessoas a trazer para a economia doméstica este conceito. Diante do cenário de queda na atividade econômica e expectativa de redução de receitas, muitas empresas e governos adotam medidas para enfrentar o problema e minimizar seus efeitos. Por que não usar esses mesmos artifícios em casa?

Confira minhas dicas e coloque em prática o quanto antes, para começar 2017 em equilíbrio financeiro.

  1. Adeque o orçamento familiar: Diante de uma expectativa de reajustes salariais menores e aumento geral de preços, as famílias precisam adequar seus orçamentos. Para isso, é preciso tomar decisões que amenizem os efeitos da crise, adotando medidas para reduzir gastos, ou, como dizem os analistas no atual cenário de ajuste fiscal do governo “é preciso melhorar a qualidade do gasto”.

  2. Identifique os gastos supérfluos: Para as famílias, melhorar a qualidade do gasto significa gastar naquilo que realmente seja útil, importante e fundamental. Significa identificar os supérfluos e planejar cortes ou reduções nesse tipo de gasto. Por exemplo, se você levava seus filhos ao cinema toda semana, por que não reduzir para uma vez por mês? É possível substituir programas de lazer pagos por alternativas gratuitas, como idas à parques e museus. Pense nessas alternativas e foque nos custos fixos.

  3. Não gaste o que não tem: Parece óbvio, mas muitos o fazem. Não gaste mais do que recebe, e não comprometa os salários da família, na forma de compras parceladas, por exemplo, antes mesmo de recebê-los. Além disso, lembre-se de criar reservas para emergências, assim elas não terão impacto direto no orçamento do mês.

Parecem orientações óbvias, mas precisam ser reforçadas sempre. Sei que não é tarefa fácil para aqueles que não tem o hábito de planejar o orçamento familiar, mas é preciso discutir esta necessidade entre os membros da família para que possam enfrentar juntos este momento, se prevenindo de eventuais crises futuras”, orienta Sanches.

Traço ainda um paralelo da atual situação econômica com o fenômeno ocorrido com a crise hídrica em São Paulo: A maioria das pessoas, mesmo após a normalização do abastecimento de água em algumas localidades, mantiveram os novos hábitos de economia e uso consciente e responsável da água. Assim devemos agir em relação ao nosso orçamento familiar. Aprenda a planejar seu orçamento e gastar com qualidade, comece a poupar parte da renda familiar tanto para formar uma reserva para emergências quanto para realizar sonhos sem se endividar”, finaliza.

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