Poupar não é o mesmo que investir!


Primeiro poupamos para depois investirmos. Poupar é o ato de reter, reservar, provisionar parte da nossa renda líquida mensal para pelo menos dois tipos de situação: emergências e realização dos sonhos. Já investir é aplicar estes recursos em ativos financeiros ou bens, cujos rendimentos superem a inflação.

De acordo com a metodologia DSOP, à medida que vamos nos tornando educados financeiramente, vamos adequando nosso consumo à nossa renda. Como isso ocorre?

  • Gastando menos do que ganhamos (primeiro pilar da metodologia, "D" de diagnosticar);

  • Identificando nossos sonhos de curto, médio prazo e longo prazo (segundo pilar: "S" de sonhar)

  • Calculando quanto custam esses sonhos e o tempo necessário para atingi-los (terceiro pilar: "O" de orçar);

  • E finalmente, partindo para a pergunta: Onde investir para obter a melhor rentabilidade possível? (Chegando ao 4º pilar: "P" de poupar).

Aí está! Para cada sonho, de acordo com o prazo, existem investimentos específicos e adequados. A rentabilidade está relacionada à chamada liquidez que, por sua vez, se relaciona como o tempo. Por exemplo, a reserva para emergências, que deve ser de seis vezes o valor dos gastos mensais, deve ser investida em aplicação de alta liquidez, ou seja, que geralmente é de menor rendimento. Salvo se o montante investido for significativo, o recomendado é a poupança, que além de liquidez diária, tem isenção de IR e é garantida pelo Fundo Garantidor de Crédito. A poupança também é indicada para os sonhos de curto prazo.

Para sonhos de médio e longo prazo, deve-se procurar investimentos com rentabilidade superior à inflação, tais como Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI), ambas pagando taxas próximas à taxa CDI, possuem isenção de IR e também são garantidas pelo FGC. Outra opção são os títulos do Tesouro Direto.

O maior aliado na análise de qual investimento escolher é o conhecimento. Procure estudar, ler e pesquisar. Não siga apenas a sugestão do seu gerente de banco. Lembre-se que ele tem metas e nem sempre o que ele te indica é o melhor para você.

Tenha um relacionamento sério com o seu dinheiro para realizar sonhos e conquistar a independência financeira.

* Eduardo Sanches é Administrador, pós-graduado em Educação Financeira e atua como Coaching Financeiro utilizando a metodologia DSOP de Educação Financeira.

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